Thursday, May 31, 2007

O TACTO

Sabes por que se move a tua mão com tanto cuidado quando tens de pegar num ovo? Sabes por que se comportam os teus dedos de modo diferente quando têm de apanhar uma folha ou uma pedra? É porque reconhecem “pelo tacto” a fragilidade e a espessura dos objectos, porque adquiriram graças ao tacto uma grande experiência no tocar das coisas.
O sentido do tacto permite-nos recolher e memorizar importantes informações sempre que entramos em contacto directo com os objectos, as substâncias, as pessoas, os animais.
Nas próximas experiências, irás descobrir como o tacto está activo em toda a superfície do corpo e até no seu interior; como é possível, por vezes, substituir a vista pelo tacto, ou porque é importante sentir a dor.

Saturday, May 26, 2007

É possivel modificar a percepção de cores e formas?

A FORMA QUE NÃO EXISTE


Material necessário

As figuras reproduzidas em baixo


Como fazer?

1- Observa esta figura e diz quantos triângulos vês.


2- Observa esta segunda figura e lê as letras que reconheces.




Que acontece?


Na primeira figura parece-te ver dois triângulos e na segunda reconheces a letra A e a letra R.

Porque...

... o cérebro utiliza as suas experiências anteriores para reconhecer formas que realmente não existem, que não estão desenhadas: ele tem de facto a tendência para reunir numa só forma sinais separados.



A funçao do cérebro

Quando olhamos para uma coisa, o nosso cérebro não se limita a receber a imagem, mas elabora-a: endireita-a, compara-a com outras já vistas, dá-lhe um significado.
Nestas operações, o cérebro é influenciado pelos gostos, interesses, experiências e emoções da pessoa que está a olhar.
Alguns estudos de psicologia concluiram que o observador vai à procura de imagens que já conhece e imagina formas que não existem, dá um valor às cores, olha com mais atenção ou o fundo ou as figuras em primeiro plano. Esta última atitude ressalta com toda a evidência na visão das chamadas figuras ambíguas: no desenho ao lado, por exemplo, pede ver-se um vaso ou então dois rostos de perfil, consoante a atenção que o cérebro dá à figura ou ao fundo.
Igualmente, na imagem em baixo, podem ver-se ou peixes ou pássaros.


A Vista tem sempre razão?

VISÕES FANTÁSTICAS

Material necessário

As imagens aqui reproduzidas

Uma régua


Como fazer?

1- observa com atenção uma imagem de cada vez e responde às perguntas.
2- controla as tuas respostas com a ajuda da regua.


Os segmentos vermelhos têm o mesmo comprimento?









Qual dos dois segmentos coloridos é mais comprido?

As linhas vermelhas são rectas?




Qual das três figuras é mais alta?



Que acontece?

Ao verificares com a régua, tens uma série de surpresas: as linhas que te parecem curvas são na realidade perfeitamente rectas, o comprimento dos segmentos é exactamente o mesmo e as três figuras são todas da mesma altura.


Porque...

... por vezes o cérebro dá uma interpretação errada às informações enviadas pelos olhos, porque é influenciado pela memória, pelas cores ou pelas formas que compõem uma imagem: acontecem neste caso ilusões ópticas.

Dois olhos vêem melhor que um só?

VISÃO REDUZIDA


Material necessário

Uma folha de papel
Um lápis
Uma caneta com tampa

Como fazer

1 - desenha um ponto na folha
2 - Coloca-te diante da folha a cerca de 75cm de distância
3 - fecha um olho e procura centrar o sinal com a ponta do lápis

Que acontece?

O bico do lápis, à primeira tentativa, toca na folha longe do sinal.



4 - põe a caneta e a sua tampa em frente do nariz, fecha um olho e mete a tampa na caneta.


Que acontece?

À primeira tentativa, a tampa e a caneta não se tocam.




Porque...

... os nossos olhos transmitem ao cérebro duas imagens levemente diferentes do mesmo objecto, devido ao diferente ângulo de que eles o olham. O cérebro elabora-as e sintetiza-as numa única imagem em relevo. É precisamente graças a esta visão estereoscópica que o cérebro é capaz de estabelecer a distância dos objectos. Por isso, quando um dos dois olhos se fecha, é muito fatigante avaliá-la e coordenar os nossos movimentos para tocar o sinal na folha ou para meter a tampa na caneta.




IMAGENS SEPARADAS


Material necessário

Um copo
Água
Um marcador grosso
Uma mesa

Como fazer?

1- Coloca o copo cheio de água em cima da mesa.
2- Põe o marcador de pé atrás do copo, a 40 cm de distância.
3- Coloca-te com os olhos diante do copo, a 20 cm de distância, e olha para o marcador através da água.

Que acontece?

Parecem-te dois marcadores.

4- Fecha primeiro um olho, depois o outro.



Que acontece?

Com um olho fechado, vês um só marcador.

Porque...

... a superfície curva do copo leva a que os dois olhos vejam o marcador de dois ângulos muito diferentes e a que o cérebro registe duas imagens em vez de uma só. Ou seja, o copo separa o que os nossos olhos habitualmente juntam para terem uma visão unitária das coisas. Naturalmente com um olho fechado tens uma só imagem, por ser proveniente de um único ponto de observação.








A retina cansa-se?

IMAGENS DO NADA


Material necessário

· As imagens reproduzidas em baixo




Como fazer?


1- olha para a imagem a cerca de 30 cm de distância e fixa a bruxa negra durante 30 segundos.
2- desvia imediatamente o olhar para a imagem do castelo, fixando a entrada, e conta até 10.


Que acontece?

Aparece-te uma bruxa branca sobre o fundo cinzento.


Porque…

… a primeira imagem impressiona dum modo muito intenso a parte da retina correspondente ao fundo (mais luminoso) e dum modo mais fraco a parte da retina correspondente à figura (negra).
Por isso, quando desvias o olhar, a retina transmite imediatamente ao cérebro o branco da zona onde primeiro aparecia a bruxa (que corresponde à zona repousada da retina), enquanto, fadigada, reage com lentidão ao branco da zona circundante, que se mostra como cinzenta por momentos.



Para compreender como funciona a retina, podemos compara-la aos écrans publicitários nos quais muitíssimos pontos luminosos formam continuamente imagens diversas.
A retina é composta por células especiais: os cones e os bastonetes, que são os receptores da vista. Os cones permitem a visão das cores, mas não se activam se a luz for diminuta; os bastonetes, em maior número que os cones, são mais sensíveis e permitem-nos ver inclusive se a luz não for forte.
Estas células reagem constantemente aos estímulos e reconstituem as imagens provenientes do exterior para as enviar ao cérebro.
Sempre que um cone ou um bastonete reagem a um impulso luminoso, eles descarregam-se e, para voltarem a carregar-se, precisam de uma fracção de segundo. Neste brevíssimo intervalo de tempo as células não funcionam, mas a nossa visão das coisas não se interrompe, graças ao fenómeno da persistência da imagem: de facto, enquanto as células se carregam, a imagem apaga-se na retina lentamente e é assim ligada à imagem seguinte como um efeito de dissolvência.

Como funcionam os nossos olhos?


CAIXA MÁGICA


Material necessário

· Um copo de papel
· Uma agulha
· Uma folha de papel de lustro
· Fita adesiva
· Um pincel
· Tinta preta
· Uma vela
· Um fósforo
· Uma sala escura


Como fazer

1 - pinta o interior do copo com a tinta preta.
2- faz com a agulha um pequeno orificio central no fundo do copo.
3- estende o papel de lustro sobre a abertura do copo e fixa-o com a fita adesiva.
4- pede a um adulto que acenda a vela com o fósforo e escurece a sala.
5- segura o copo na horizontal diante de ti, de modo que o orificio no fundo do copo fique voltado para a vela (a cerca de meio metro de distância) e que tenhas à tua frente a tampa de papel de lustro.


Que acontece?

No papel de lustro, forma-se a imagem invertida da vela.

Porque...

... os raios de luz irradiados pela vela penetram no orificio e detêm-se na tampa do copo, onde reconstituem a imagem da própria vela.
Esta aparece invertida porque os raios de luz se propagam em linha recta; por isso, os que vêm do cimo da chama atingem a parte baixa do papel, enquanto os que vêm de baixo atingem a parte alta.
Quando a vela é apagada, nenhuma imagem se projecta no copo.

Quais as condições para que os olhos vejam?

AS TUAS PUPILAS

Material necessário

· Um espelho
· Uma lâmpada
· Uma sala com pouca luz

Como fazer

1- Numa sala com pouca luz acende a lâmpada e põe-na ao lado da testa, de modo que a luz seja forte mas não fira directamente os olhos: observa no espelho as dimensões das tuas pupilas, os pequenos discosnegros no centro do olho
2- Apaga a lâmpada e observa de novo as tuas pupilas

Que acontece

Quando a luz é forte, as pupilas são pequenas; quando a luz diminui, as pupilas dilatam-se.

Porque...


... para poderem funcionar, os nossos olhos precisam de luz. Se a luz for pouca, a pupila dilata-se de modo que entre luz o mais possível; se a luz for muita, a pupila retrai-se, porque demasiada luz pode lesionar os olhos.

EXPERIÊNCIAS


Como funcionam os nossos olhos? O que podemos nós sentir através do tacto? Como chegam os sons aos nossos ouvidos? Quantos gostos reconhece a língua? O nariz sente os sabores? Encontrarás resposta a estas e outras perguntas através da realização das experiências que encontras neste blog dedicadas aos seguintes temas:
A Visão
O Tacto
A Audição
O Paladar
O Olfacto


A VISÃO

Quantas coisas podes aprender através da vista? Quantos espectáculos da natureza podes apreciar? Por quantos filmes ou obras de arte podes deixar-te impressinar?
De cada coisa podes conhecer a cor, a forma, a espessura a distância, as dimensões, a superfície, o material de que é feita, se e como e move... podes juntar tudo isto para compreender o significado daquilo que te rodeia!
Todos estes dados são recolhidos pelos preciosos órgãos do sentido da vista, os olhos, e elaborados pelo cérebro que os cataloga, os compara com os dados anteriores e os armazena.
Através das experiências que a seguir estão descritas conhecerás as condições para o funcionamento da vista e as suas maravilhosas possibilidades, inclusivé a de ser... enganada!