IMAGENS DO NADA
Material necessário
· As imagens reproduzidas em baixo
Como fazer?
1- olha para a imagem a cerca de 30 cm de distância e fixa a bruxa negra durante 30 segundos.
2- desvia imediatamente o olhar para a imagem do castelo, fixando a entrada, e conta até 10.
Que acontece?
Aparece-te uma bruxa branca sobre o fundo cinzento.
Porque…
… a primeira imagem impressiona dum modo muito intenso a parte da retina correspondente ao fundo (mais luminoso) e dum modo mais fraco a parte da retina correspondente à figura (negra).
Por isso, quando desvias o olhar, a retina transmite imediatamente ao cérebro o branco da zona onde primeiro aparecia a bruxa (que corresponde à zona repousada da retina), enquanto, fadigada, reage com lentidão ao branco da zona circundante, que se mostra como cinzenta por momentos.
Para compreender como funciona a retina, podemos compara-la aos écrans publicitários nos quais muitíssimos pontos luminosos formam continuamente imagens diversas.
A retina é composta por células especiais: os cones e os bastonetes, que são os receptores da vista. Os cones permitem a visão das cores, mas não se activam se a luz for diminuta; os bastonetes, em maior número que os cones, são mais sensíveis e permitem-nos ver inclusive se a luz não for forte.
Estas células reagem constantemente aos estímulos e reconstituem as imagens provenientes do exterior para as enviar ao cérebro.
Sempre que um cone ou um bastonete reagem a um impulso luminoso, eles descarregam-se e, para voltarem a carregar-se, precisam de uma fracção de segundo. Neste brevíssimo intervalo de tempo as células não funcionam, mas a nossa visão das coisas não se interrompe, graças ao fenómeno da persistência da imagem: de facto, enquanto as células se carregam, a imagem apaga-se na retina lentamente e é assim ligada à imagem seguinte como um efeito de dissolvência.